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Atendimentos e internações por pancreatite aumentam no Vale do Paraíba em 2025

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Os atendimentos e internações por pancreatite nas cidades do Vale do Paraíba aumentaram em 2025, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde. Os atendimentos ambulatoriais cresceram 41% e as internações aumentaram 14,5% em comparação a 2024.

No ano anterior, foram registrados 55 atendimentos ambulatoriais e 544 internações por pancreatite na região. Em 2024, os números foram de 39 atendimentos ambulatoriais e 475 internações. A alta foi observada nas cidades atendidas pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) de Taubaté, que inclui 39 municípios, como São José dos Campos, Taubaté e Jacareí.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que os registros não estão relacionados ao uso de canetas emagrecedoras. A endocrinologista Raquel Donadel Kroth destacou que a popularização dessas medicações, muitas vezes utilizadas sem prescrição médica, pode contribuir para a percepção de aumento de complicações. Ela afirmou:

““Com a popularização dessas medicações, muitas pessoas passaram a utilizá-las sem acompanhamento médico ou por meio de formulações manipuladas e alternativas, às vezes em doses inadequadas. Esse uso indiscriminado pode aumentar o risco de complicações.””

A médica também ressaltou que os estudos disponíveis não indicam uma relação direta entre esses medicamentos e o desenvolvimento de pancreatite.

““Os grandes estudos clínicos com agonistas do GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, não demonstraram aumento do risco de pancreatite associado diretamente à medicação,””

explicou.

Ela enfatizou a importância do acompanhamento médico e da aquisição de medicamentos apenas em farmácias regularizadas.

““É fundamental que as pessoas não coloquem o emagrecimento à frente da saúde. O ideal é conversar com um médico de confiança, de preferência um endocrinologista, para entender se há indicação para o uso da medicação e avaliar possíveis contraindicações.””

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, que produz hormônios como insulina e enzimas para a digestão. Os principais sintomas incluem dor abdominal intensa, náusea, vômitos e febre. A condição pode ser grave e requer diagnóstico e tratamento médicos. As causas mais comuns incluem consumo excessivo de álcool e cálculos biliares.

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