A Polícia Civil do Paraná investiga o dentista Luis Alberto Pohlmann Júnior, preso preventivamente por suspeita de estupro de vulnerável. Após a divulgação de sua prisão, mais três vítimas se apresentaram à polícia, totalizando nove depoimentos no inquérito.
A maioria das vítimas são familiares do dentista e relataram abusos ocorridos durante a infância em reuniões familiares na chácara dele, localizada em Teixeira Soares, cidade com cerca de 9,5 mil habitantes nos Campos Gerais do Paraná.
O dentista já possui condenação por importunação sexual de uma paciente em seu consultório em Curitiba e é réu em outra ação pelo mesmo crime. Ele foi preso na terça-feira, dia 3 de março de 2026, após cinco meses de investigação, que começou com a denúncia da primeira vítima em outubro de 2025.
As vítimas, atualmente entre 27 e 40 anos, relataram que conviveram com o trauma em silêncio por muitos anos. “É um silêncio muito pesado. Eu carreguei, durante anos, um peso que não era meu… por vergonha, principalmente”, disse uma delas em entrevista.
“”Por muito tempo eu achava que aquilo era só brincadeira; eu não entendia que estava sendo abusada… Por muito tempo, eu achei que eu permiti [os abusos]. Porque quando você é criança, não sabe o que está acontecendo”, afirmou outra vítima.”
O delegado Rafael Nunes afirmou que os relatos das nove vítimas são consistentes e revelam um padrão de repetição dos crimes. Ele também mencionou que mais vítimas estão sendo identificadas, mas algumas ainda não se sentem confortáveis para falar sobre os abusos.
O advogado de defesa, Felipe Petrin, solicitou a liberdade do dentista, argumentando que a prisão foi baseada em relatos antigos e que não foram consideradas medidas alternativas à detenção. Luis Alberto Pohlmann Júnior enfrenta acusações de estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual.
O Conselho Regional de Odontologia confirmou que o dentista possui registro ativo, mas não revelou se há investigações em andamento sobre sua conduta, alegando sigilo.
Denúncias sobre este ou outros casos podem ser feitas anonimamente pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou 181, do Disque-Denúncia. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.


