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Candidato com nanismo é alvo de ataques após reprovação em teste para delegado

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Matheus Menezes Matos, um candidato com nanismo, foi reprovado em um concurso público para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais e se tornou alvo de ataques pessoais e comentários ofensivos.

A reprovação ocorreu durante o TAF (Teste de Aptidão Física), que exigia um salto de impulsão horizontal de no mínimo 1,65 m. A advogada Késia Oliveira, representante legal de Matheus, afirmou que o debate público ultrapassou os limites do respeito e da legalidade.

““Matheus e sua família passaram a ser alvos de comentários ofensivos, ataques pessoais e manifestações que configuram, em tese, crimes contra a honra, além de possíveis condutas discriminatórias”,”

disse Késia em nota nas redes sociais. A defesa de Matheus registrou as manifestações criminosas e pretende tomar medidas judiciais contra os autores.

Matheus, de 25 anos, foi desclassificado após não conseguir realizar o salto exigido. A Instituição Nacional de Nanismo publicou uma nota afirmando que a exigência de salto de 1,65 m é incompatível com a condição física de Matheus.

““No caso de candidatos com deficiência, a TAF deve observar avaliação individualizada, compatibilidade entre os exercícios exigidos e a deficiência apresentada, bem como a adoção de critérios diferenciados ou substituição de provas quando necessário, preservando-se a finalidade do exame”,”

informou a instituição. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) declarou que o concurso previa 54 vagas, com 10% destinadas a candidatos com deficiência.

Segundo a PCMG, Matheus foi aprovado nas provas de conhecimentos, mas reprovado nos exames biofísicos, que são considerados essenciais para as atividades práticas do cargo de Investigador de Polícia. A polícia argumenta que a aferição da capacidade física é necessária para a qualificação do policial.

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