A empresária Isabel Cristina Oyama Jacinto Gonzaga, de 59 anos, faleceu em um hospital particular de Anápolis no dia 8 de março de 2026, após complicações decorrentes de um procedimento estético realizado em Goiânia. Isabel, mãe do vereador Júnior Gonzaga, começou a sentir dores uma semana após a aplicação de PMMA nos glúteos, realizada no dia 10 de fevereiro deste ano no Instituto Longevidade.
Segundo o marido, Carlos Alberto Gonzaga, Isabel retornou à clínica três vezes após a cirurgia para a retirada de seromas, um líquido que se acumula durante processos inflamatórios. Ele expressou preocupação com o atendimento recebido, afirmando: ‘No primeiro retorno já teve que tirar seroma. Mandou voltar pra casa dizendo que aquilo era normal. Foi a segunda vez e tirou mais seroma. Na terceira vez, no dia 3, eu fui com ela e foi um descaso.’
Isabel passou mal no dia 5 de março e foi levada a um posto de saúde em Leopoldo de Bulhões, onde teve uma melhora inicial. Contudo, no dia seguinte, voltou a sentir dores abdominais intensas e foi encaminhada para um hospital em Anápolis, onde foi diagnosticada com obstrução intestinal e necrose estomacal. Carlos Alberto lamentou a perda, afirmando que sua esposa era uma pessoa alegre e não precisava ter passado por isso.
A médica responsável pelo procedimento, Eline Corrêa Bandeira, possui registro regular no Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) desde 2016. O conselho informou que está analisando a conduta da médica e solicitou esclarecimentos ao médico responsável técnico pelo estabelecimento.
O Instituto Longevidade lamentou a morte de Isabel e afirmou que a paciente recebeu assistência médica adequada após o procedimento. A clínica destacou que, devido a condições pré-existentes de saúde, como diabetes e hipertensão, o tratamento não teve o efeito esperado, resultando em complicações.
Amigos e familiares prestaram homenagens a Isabel nas redes sociais, lembrando-a como uma mulher carinhosa e generosa. A Polícia Civil está investigando o caso, que segue em sigilo até a conclusão das oitivas.
O Cremego reiterou que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas em total sigilo, conforme o Código de Processo Ético-Profissional Médico.


