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Justiça revoga prisão de jogadores do Vasco-AC suspeitos de estupro

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Justiça do Acre decidiu soltar os jogadores Alex Pires Júnior e Matheus Silva, do Vasco-AC, nesta terça-feira (10). Eles estavam presos sob suspeita de estupro coletivo contra duas mulheres no alojamento do clube, ocorrido em 13 de fevereiro, em Rio Branco.

Os atletas se entregaram à polícia quase um mês após o incidente. O advogado de Alex, Robson Aguiar, confirmou a liberação: ‘Saiu a decisão e estou aguardando o alvará de soltura, mas já estou indo para a unidade prisional buscá-lo. Do Matheus também saiu, vai ser solto junto com o Alex.’ Os outros dois jogadores, Erick Luiz Serpa Santos Oliveira e Brian Peixoto Henrique Iliziario, permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário de Rio Branco.

O caso resultou na prisão em flagrante de Erick no dia 14 de fevereiro e na decretação de prisão temporária dos outros três jogadores no dia 17 do mesmo mês. Todos negam as acusações. A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) concluiu o inquérito e indiciou Brian e Erick pelo estupro.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário na segunda-feira (9). O advogado Aguiar destacou que ‘o relatório final da delegada Elenice [Frez] foi crucial para que o juiz concedesse a liberdade’.

As vítimas registraram a denúncia na Deam em 14 de fevereiro, após serem atendidas na Maternidade Bárbara Heliodora. Elas relataram medo de retaliação e foram orientadas a formalizar a ocorrência. Segundo a polícia, as mulheres foram ao alojamento para se relacionar consensualmente com os jogadores, mas alegaram terem sido submetidas a abusos.

Os três jogadores se entregaram à polícia no dia 17 de fevereiro. Alex foi o primeiro, acompanhado do treinador Eric Rodrigues e do advogado Robson Aguiar. Matheus e Brian se apresentaram na Deam com o advogado Atevaldo Santana.

No dia 19, o Vasco-AC estreou na Copa do Brasil, mas foi eliminado pelo Velo Clube nos pênaltis. Antes da partida, o time entrou em campo com camisas em homenagem a três dos quatro atletas presos, o que gerou repúdio dos ministérios das Mulheres e do Esporte, que classificaram a ação como ‘inaceitável’. O gesto dos atletas está sendo investigado pelo MP-AC, que também analisará a denúncia de violência sexual e a possível omissão da justiça desportiva do estado.

O Vasco-AC afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e que tomará as medidas cabíveis conforme o andamento das investigações.

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