Representantes do Ministério da Educação (MEC) realizarão visitas a escolas de Juiz de Fora, Minas Gerais, ao longo da semana. As instituições foram impactadas pelas chuvas que causaram estado de calamidade na cidade.
A tragédia ocorreu no dia 23 de fevereiro, resultando em 65 mortos e mais de 8.500 desabrigados ou desalojados. Doze escolas municipais estão sendo monitoradas devido a questões estruturais ou por estarem localizadas em áreas de risco. Não há previsão para o retorno das aulas nessas instituições.
A maioria das outras unidades de ensino retomou as aulas na segunda-feira (9). As escolas que serviram de abrigo para moradores afetados pelo temporal voltarão a funcionar na quarta-feira (11).
Rodrigo Luppi, diretor de programa do MEC, afirmou:
““A gente já fez um diagnóstico que a Secretaria mandou para a gente, de quais escolas que podiam estar em alguma situação ou de risco que tinha que ser analisado. E essa semana a gente está aqui nessa visita de campo para debater inúmeros temas, desde visitar escolas, até discutir também a questão do calendário, de retomar as aulas de forma segura.””
Além de técnicos e diretores, engenheiros especializados em avaliação estrutural também estarão na cidade para analisar o cenário pós-tragédia. As visitas estão concentradas nas unidades da rede municipal, as mais afetadas, mas haverá encontros com a equipe da Secretaria de Estado de Educação (SEE).
Uma das escolas visitadas foi a Escola Municipal Antônio Faustino da Silva, localizada no bairro Três Moinhos, que está abaixo de uma encosta com histórico de deslizamentos. A equipe do MEC não descartou a possibilidade de demolição da escola ou de não retorno das atividades no local. Ana Lívia de Souza Coimbra, secretária de Educação, explicou:
““A escola pode até estar com as condições estruturais adequadas, mas a gente também pensa no entorno, se há algum risco de deslizamentos no entorno dela, o acesso das nossas crianças, dos nossos servidores à escola.””
Ela acrescentou:
““Nós trabalhamos com a volta às aulas o mais rápido possível, em condições de segurança. Naquelas escolas onde essas condições não estiverem plenamente adequadas, nós estamos fazendo uma série de outras soluções, como o remanejamento de crianças para outras escolas perto do próprio bairro, acompanhamento das famílias em conjunto com a Secretaria de Assistência Social.””
As seguintes escolas ainda não têm previsão de retorno: Escola Municipal Bom Pastor, Escola Municipal Clotilde Peixoto Hargreaves, Escola Municipal Georg Rodenbach, Escola Municipal Lions Centro, Escola Municipal Murilo Mendes, Escola Municipal Professor Carlos Alberto Marques (Prédio 2 – Anexo Nova California), Escola Municipal Professora Áurea Nardelli, Escola Municipal Rocha Pombo, Escola Municipal Santa Cândida, Escola Municipal Santa Catarina Labouré e Escola Municipal Vereador Marcos Freesz.


