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Comportamento

Polícia Federal investiga trend machista no TikTok que apologia à violência contra mulheres

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 18:43
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar uma trend no TikTok que faz apologia à violência contra a mulher. A prática envolve homens simulando agressões, como socos, chutes e facadas, em resposta a rejeições amorosas.

A corporação informou que recebeu denúncias e solicitou à plataforma a preservação dos dados e a remoção do conteúdo. Essa medida foi estendida a outros vídeos relacionados identificados durante a análise.

A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a PF após localizar a origem do material em quatro perfis. Os criadores desses perfis podem responder por incitação a crimes como feminicídio, ameaça e violência psicológica.

O Ministério da Justiça notificou o TikTok nesta terça-feira, 10, dando um prazo de cinco dias para que a empresa explique detalhadamente as medidas adotadas para detectar e remover proativamente conteúdos misóginos, como os da trend “se ela disser não”.

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A pasta questiona se há falhas sistêmicas na moderação, uma vez que os vídeos, publicados desde 2023, voltaram a circular massivamente. O ministério exige informações sobre a atuação dos algoritmos de recomendação na amplificação desse tipo de discurso de ódio.

Em resposta, o TikTok afirmou que grande parte do material já havia sido retirada antes mesmo da notificação da Polícia Federal. A empresa reiterou seu compromisso com a segurança da comunidade e afirmou que mantém colaboração com as autoridades.

O aumento desse tipo de conteúdo ocorre em meio ao crescimento da violência contra mulheres no Brasil, que registra atualmente quatro feminicídios por dia, segundo dados do Ministério da Justiça. Para denunciar casos de violência, a população pode recorrer a canais como o Ligue 180, que funciona 24 horas por telefone, WhatsApp e e-mail, além de delegacias especializadas e o Disque 100.

TAGGED:Advocacia-Geral da UniãoComportamentoMachismoMinistério da JustiçaPolícia Federalrede socialTikTokViolência
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