O Consulado Geral da Rússia em Isfahan, Irã, foi danificado no domingo (8) por um ataque a um prédio do governo provincial nas proximidades. A informação foi confirmada pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, nesta terça-feira (10).
A onda de choque do ataque empurrou vários funcionários para trás e quebrou janelas no prédio do consulado e em apartamentos residenciais próximos. Não houve relatos de mortos ou feridos graves.
““Exigimos que todas as partes respeitem estritamente a inviolabilidade das instalações diplomáticas e se abstenham de quaisquer ataques à segurança, à vida e à saúde de seu pessoal”, disse Zakharova.”
O ataque ocorre em meio a um conflito crescente entre os Estados Unidos, Israel e Irã, que teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do regime iraniano também foram mortas.
Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano atacou países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e Israel.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início do conflito, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Khamenei. Israel respondeu com ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, um novo líder supremo foi eleito no Irã: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com a escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


