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Leitura: ‘Antes ele longe de mim do que eu num caixão’: vítima alerta para urgência na denúncia de violência
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Direitos Humanos

‘Antes ele longe de mim do que eu num caixão’: vítima alerta para urgência na denúncia de violência

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 20:55
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Uma mulher vítima de violência doméstica em Campinas (SP) fez um alerta sobre a urgência da denúncia após sofrer uma agressão física. ‘Eu não quero virar mais uma estatística. Então antes ele ficar longe de mim, do que eu num caixão’, afirmou.

Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo revelam que 51% das mulheres vítimas de agressões demoram para procurar a polícia. A coordenadora do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceamo) de Campinas, Grasiela Bispo, explicou que fatores como insegurança e vergonha dificultam a denúncia imediata. ‘Quando a mulher se reconhece nesse ciclo de violência, ela já está bem fragilizada’, disse.

Entre 2021 e 2025, foram registrados 14.867 boletins de ocorrência de violência doméstica em Campinas. Desses, apenas 7.327 foram feitos no mesmo dia da agressão. Os dados mostram que 50,7% das vítimas levam mais de um dia para registrar a ocorrência.

Os números são os seguintes: 7.327 (49,2%) no mesmo dia; 3.749 (25,2%) no dia seguinte; 2.343 (15,7%) de 2 a 7 dias depois; 806 (5,4%) de 8 a 30 dias depois; 180 (1,2%) de 31 a 90 dias depois; 87 (0,58%) de 91 a 180 dias depois; 34 (0,22%) de 181 a 365 dias; 34 (0,22%) entre mais de 1 ano e até 5 anos; 21 (0,14%) mais de cinco anos depois; e 286 (1,92%) sem data definida.

A delegada Ana Carolina Bacchi, da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas, ressaltou a importância do registro da ocorrência. ‘Com o boletim de ocorrência, a mulher pode pedir abrigo e auxílio moradia, entre outros serviços disponíveis’, explicou. Ela enfatizou que, embora algumas vítimas busquem apoio em amigos e familiares, é crucial que procurem a Polícia Civil para evitar que a situação se agrave.

“‘Existe mesmo um escalonamento, começa com agressões físicas e pode chegar sim ao feminicídio. Então quanto antes ela vier, quanto antes a gente puder ajudá-la’, completou Ana Carolina.”

TAGGED:Ana Carolina BacchiApoio às MulheresCampinasCentro Especializado de Atendimento à MulherdenúnciaDireitos HumanosGrasiela BispoPolícia CivilSão Pauloviolência doméstica
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