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Comportamento

‘Caso ela diga não’: redes sociais expõem usuários a níveis chocantes de misoginia

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 03:00
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a trend ‘Caso ela diga não’, que incita a violência contra mulheres. Os vídeos, que viralizaram no TikTok, mostram jovens ensinando como responder a uma mulher diante de uma rejeição, como a recusa de um pedido de namoro. Os participantes aparecem dando socos e chutes em manequins que representam mulheres.

A PF já solicitou a remoção dos conteúdos à plataforma, que afirmou que os vídeos violam suas regras e foram removidos após identificação. A divulgação da trend ocorreu dias após uma adolescente de 17 anos denunciar ter sido vítima de um estupro coletivo no Rio de Janeiro. O ataque, classificado pela polícia como ‘emboscada planejada’, aconteceu em 31 de janeiro em um apartamento em Copacabana.

Segundo a denúncia, a adolescente foi convidada pelo ex-namorado para ir à casa de um amigo, onde, após recusar uma proposta de ‘algo diferente’, foi surpreendida por outros quatro rapazes que entraram no quarto e cometeram violências sexuais e físicas contra ela. Imagens mostraram os cinco acusados comemorando e debochando da vítima após o crime.

“‘A mãe de alguém teve que chorar hoje, porque as nossas mães…'”

A Justiça decretou a prisão preventiva de quatro jovens, enquanto um menor foi apreendido. Os réus negam o crime. Um dos investigados, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, se apresentou na delegacia usando uma camisa com a frase ‘regret nothing’ (‘não me arrependo de nada’). Essa expressão é frequentemente associada a comunidades online que propagam misoginia.

Pesquisadores apontam que comunidades online têm promovido narrativas que culpabilizam mulheres por relações afetivas frustradas e incentivam comportamentos violentos. Um estudo global da Ipsos e do King’s College de Londres revelou que homens da geração Z têm mais propensão a acreditar que esposas devem ‘obedecer’ seus maridos em comparação aos baby boomers.

O estudo, que envolveu 23 mil pessoas de 29 países, mostrou que 31% dos homens adolescentes e na casa dos 20 anos acreditam que ‘a esposa deve sempre obedecer seu marido’, enquanto apenas 13% dos homens mais velhos concordam com essa afirmação. A professora Heejung Chung, do King’s College, afirmou que as redes sociais desempenham um papel significativo na mudança de opinião, com influenciadores explorando as reclamações das pessoas.

“‘As pessoas estão imitando o que veem nas redes sociais sem realmente compreender o que aquilo significa.'”

Penny East, executiva-chefe da Sociedade Fawcett, destacou que os níveis de misoginia a que os meninos são expostos contribuem para essas atitudes. Ela observou que o número de mulheres mais jovens que acreditam que esposas devem obedecer a seus maridos é menor que o de homens, mas ainda assim é maior que o dos homens da geração baby boomer.

East também mencionou que as redes sociais ensinam tanto homens quanto mulheres sobre papéis tradicionais de gênero, o que pode levar a uma percepção errada sobre a igualdade de gênero. A pesquisa revelou que 44% das pessoas acreditam que ‘fomos longe demais ao promover a igualdade das mulheres’.

Em resposta ao aumento da misoginia nas redes sociais, parlamentares têm apresentado propostas no Congresso Nacional para ampliar os instrumentos legais de enfrentamento a esse tipo de conteúdo. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) propôs um projeto de lei que criminaliza a misoginia e a disseminação de conteúdos associados à cultura ‘red pill’. No Senado, a Comissão de Direitos Humanos deve analisar um projeto que inclui a misoginia na Lei do Racismo, tipificando a prática como crime de discriminação.

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