A Polícia Civil investiga o vice-prefeito de Colina, Rafael Corrêa Rodrigues, suspeito de atirar contra o advogado e professor de jiu-jitsu Marcos Aurélio Abe na noite de domingo, 8 de março. A vítima, de 45 anos, foi socorrida e está internada em estado grave na Santa Casa de Barretos.
O crime ocorreu no Jardim Universal. Segundo o boletim de ocorrência, Marcos Aurélio foi ao bairro em um carro branco e portando uma arma falsa, dirigindo-se à casa de Rafael, que estava em uma confraternização com familiares. Durante uma discussão, o vice-prefeito disparou uma arma, atingindo Marcos no tórax e perfurando seu pulmão. Com a ajuda de populares, a vítima foi levada ao pronto-socorro de Colina e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para a Santa Casa de Barretos.
A Polícia Militar foi acionada e preservou o local do crime. O banco do motorista do carro de Marcos apresentava manchas de sangue.
Marcos Aurélio Abe foi casado com uma cunhada de Rafael, e pessoas próximas afirmam que ele ainda mantinha um relacionamento com essa mulher. No dia do incidente, os dois teriam estado juntos em uma missa.
Rafael Corrêa Rodrigues, conhecido como Rafael Maringá, foi eleito vice-prefeito de Colina em 2024 e também ocupa o cargo de secretário de Cultura. Ele já foi vereador e presidente da Câmara. Em julho de 2024, foi registrado um boletim de ocorrência por lesão corporal, onde foi suspeito de agredir um vigilante de velório.
Após se apresentar na Delegacia Seccional de Barretos, Rafael alegou ter agido em legítima defesa. Segundo seu advogado, ele afirmou que atirou porque acreditava que Marcos estava armado e que houve uma insistência por parte da vítima em entrar em sua casa. O vice-prefeito entregou uma arma que pode ter sido utilizada no disparo.
Por outro lado, uma testemunha, Najlah Paro Rajab, cunhada da namorada de Marcos, afirmou que o vice-prefeito atirou antes da discussão. Ela também confirmou que, embora Marcos não morasse mais com a mulher, ainda mantinha um relacionamento com ela e foi à casa de Rafael porque não conseguia contato por telefone.
A Polícia Civil já coletou depoimentos do vice-prefeito e de cinco testemunhas. Além disso, busca imagens de câmeras de segurança e laudos periciais para concluir o inquérito.
A Prefeitura de Colina emitiu uma nota informando que a situação é de natureza pessoal e não está relacionada à gestão administrativa ou atividades do poder público.


