O Senado Federal inaugurou na tarde desta quarta-feira (11) a Sala Lilás, um novo espaço de acolhimento e atendimento para mulheres vítimas de violência. A iniciativa faz parte do programa ‘Antes que Aconteça’, idealizado pela senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), primeira secretária da Casa.
A senadora destacou que mais de 30 mil pessoas circulam mensalmente pelo Senado, e que a sala oferece um ambiente seguro para que as mulheres possam buscar atendimento sem serem identificadas. ‘Nós temos mais de 30 mil pessoas por mês que circulam dentro do Senado e [mulheres] que têm a chance de, em um espaço como esse, ser atendida, sem que ninguém saiba’, afirmou a senadora a jornalistas na terça-feira (10).
A Sala Lilás está localizada no bloco 16, em frente ao serviço médico do Senado, e funcionará de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, mediante agendamento. O objetivo é proporcionar um atendimento humanizado, sigiloso e orientações sobre possíveis encaminhamentos jurídicos.
O atendimento será realizado por servidoras da Secretaria de Polícia do Senado Federal. ‘Dependendo do caso dela [da mulher que buscar acolhimento], da situação, ela vai ser encaminhada para a polícia civil e vai ter aqui também a assistente social, a psicóloga’, explicou Daniella Ribeiro.
A senadora também compartilhou sua experiência pessoal com a violência psicológica e enfatizou a importância de um atendimento acolhedor, além de medidas de prevenção que devem ser adotadas nas escolas. Ela mencionou já ter se reunido com o ministro da Educação, Camilo Santana, para discutir a inclusão do debate sobre prevenção da violência contra a mulher na grade curricular.
A Sala Lilás é um dos projetos vinculados ao programa ‘Antes que Aconteça’, criado em dezembro de 2023, quando Daniella Ribeiro presidia a CMO (Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização). O programa foi formalizado em um projeto de lei da senadora, aprovado no plenário do Senado na terça-feira, e deve seguir para análise da Câmara dos Deputados.
A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, ressaltou que a Casa é a primeira instituição legislativa do país a criar uma sala de acolhimento. ‘A ação dessa Casa legislativa é no âmbito parlamentar, é no âmbito orçamentário, mas também é uma forma de mudar a cultura organizacional e dar instrumentos para que as mulheres se e quando vítimas de violência possam ter um espaço adequado, acolhedor e perto, o mais perto possível de si, pra fazer essa denúncia’, afirmou Trombka.
Ela também destacou que a Polícia Legislativa do Senado terá um serviço especializado para atender esse tipo de ocorrência. ‘A polícia do Senado vai ter um serviço especializado. Nós vamos ser a primeira polícia legislativa que vai ter um setor específico, e isso começou a partir da demanda da sala lilás’, explicou.


