Simone Tebet, ministra do Planejamento, é uma das surpresas da temporada eleitoral, liderando as pesquisas para o Senado no Estado de São Paulo. Ela disputa a preferência dos eleitores com Geraldo Alckmin, ex-governador e vice-presidente da República; Márcio França, ex-governador; e Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e atual ministro da Fazenda, segundo dados do Datafolha divulgados nesta terça-feira (10/3).
Em outubro, estarão em jogo duas vagas para o Senado. Tebet aparece como a preferida tanto para o primeiro quanto para o segundo voto, conforme sondagem da Realtime Big Data, divulgada na segunda-feira. Em alguns cenários, ela empata com Guilherme Derrite, deputado pelo PL e ex-secretário estadual de Segurança, e Marina Silva, ministra do Meio Ambiente.
O caso de Simone Tebet é peculiar, pois passou dois terços dos seus 46 anos disputando eleições em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, a 700 quilômetros da capital paulista. Ela herdou o distrito eleitoral do pai, Ramez Tebet, que governou o Estado e depois presidiu o Senado. Até a última eleição presidencial, em 2022, Tebet era desconhecida do eleitorado paulista, entrando na disputa contra Lula e Jair Bolsonaro com apenas 1% nas pesquisas e saindo com 4,2% do total, o que equivale a 4,9 milhões de votos.
Desse total, cerca de 1,6 milhão de votos foram de eleitores paulistas. Em Minas Gerais, onde foi a segunda mais votada, obteve meio milhão de votos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstra interesse em ter Fernando Haddad como candidato ao governo paulista, com Simone Tebet e Marina Silva como candidatas ao Senado. No entanto, ele precisa primeiro convencer o PT de São Paulo a aceitar essa formação e se engajar na campanha.
Além disso, Lula terá que encontrar alternativas partidárias para as ministras. O MDB, partido de Simone Tebet há 27 anos, continua resistente à sua candidatura. Marina Silva, por sua vez, pode migrar da Rede, que ajudou a fundar, para retornar ao PT, onde enfrenta resistências.


