O governo da Rússia acusou, nesta quarta-feira (11), especialistas britânicos de estarem envolvidos em um ataque ucraniano que resultou em mortes na cidade de Bryansk. O ataque, que utilizou mísseis Storm Shadow britânicos, ocorreu na terça-feira (10) e deixou pelo menos seis civis mortos e 37 feridos, segundo o governador da região.
A ofensiva foi classificada como um “ataque terrorista com mísseis”, embora o alvo específico não tenha sido detalhado. A Ucrânia, por sua vez, afirmou ter atingido uma importante fábrica de componentes de mísseis.
Moscou acusou a Ucrânia de ter como alvo civis de forma deliberada. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, foi questionado sobre uma possível resposta militar ao uso de mísseis britânicos contra o território russo. Ele afirmou que a Rússia levaria em consideração o envolvimento do Reino Unido. “É óbvio que o lançamento desses mísseis seria impossível sem especialistas britânicos”, disse Peskov a jornalistas.
Ele também mencionou que a Rússia está ciente do suporte ocidental à Ucrânia, incluindo conhecimento técnico e dados de localização de alvos. “Para impedir que tais ações bárbaras do regime de Kiev continuem, está sendo conduzida uma operação militar especial”, afirmou Peskov, ressaltando que um dos objetivos da operação é desmilitarizar a Ucrânia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que o ataque visou uma das fábricas militares mais importantes de Bryansk, responsável pela produção de componentes eletrônicos para mísseis russos. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o ataque foi premeditado e direcionado contra civis, desafiando a ONU a avaliar o ocorrido.


