Edinho critica proposta de Trump sobre PCC e CV como terroristas

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, criticou a tentativa dos Estados Unidos de classificar as facções Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Edinho afirmou que o Brasil não pode ser tratado como um ‘puxadinho dos EUA’ e que essa classificação pode abrir caminho para uma intervenção americana na soberania nacional.

Edinho destacou que as últimas pesquisas mostram que a segurança pública é uma grande preocupação dos brasileiros. Ele mencionou as operações do governo Lula, como a Carbono Oculto, e a aprovação da PEC da Segurança, ressaltando as ações para enfrentar o crime organizado.

“O que significa classificá-los (PCC e CV) como terroristas?”, questionou Edinho, acrescentando que os EUA poderiam, sem autorização da ONU ou de qualquer organismo internacional, atacar ou intervir em território brasileiro. Ele enfatizou que essa medida seria uma agressão à soberania do Brasil.

O presidente do PT também alertou que a proposta de Trump não só permitiria uma invasão territorial, mas também abriria margem para novas sanções econômicas. “Com essa medida que o Trump está propondo, ele poderá invadir o Brasil e poderá fazer sanções econômicas contra as nossas empresas, contra a nossa economia”, afirmou.

Nos últimos dias, o presidente americano Donald Trump voltou a mencionar a possibilidade de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. A diferença entre uma facção criminosa e um grupo terrorista reside nos objetivos: enquanto PCC e CV buscam lucro com o tráfico de drogas, as organizações terroristas têm propósitos políticos ou ideológicos.

O chanceler brasileiro Mauro Vieira tem mantido diálogo com o secretário Marco Rubio sobre o assunto.

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