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Fundador da Reag afirma que empresa foi penalizada por ser independente em CPI

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O fundador da Reag, João Carlos Falbo Mansur, declarou nesta quarta-feira (11) que a empresa foi penalizada por ser “grande e independente”. Ele prestou depoimento na CPI do Crime Organizado do Senado.

“Acho que a gente acabou sendo penalizado por ser grande e independente. Nosso mercado penaliza o independente”, afirmou Mansur durante a oitiva.

A Reag e Mansur estão sendo investigados no esquema de fraudes do Banco Master, que era cliente da empresa. No ano passado, a Reag foi alvo da operação Carbono Oculto e, neste ano, da operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

Mansur negou qualquer ligação da Reag com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e afirmou que o Banco Master era um cliente comum. Ele destacou que a empresa possuía uma equipe “forte” de compliance e operações “muito claras e muito transparentes”.

O fundador detalhou que a Reag chegou a contar com 800 funcionários e cerca de 300 fundos e investidores “qualificados”. “Não éramos, nunca fomos empresas de fachada, não temos investidores ocultos. É um partnership, ou seja, vários sócios, várias pessoas. Eu fundei a companhia, eu era presidente do Conselho de Administração. Eu já não sou diretor da companhia há alguns anos”, disse.

Inicialmente, Mansur havia afirmado que ficaria em silêncio durante a oitiva. No início de março, o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), garantiu habeas corpus ao ex-dirigente da Reag, permitindo que ele ficasse em silêncio sobre fatos que poderiam implicar sua autoincriminação.

Durante a reunião, o advogado José Luis Oliveira Lima ressaltou que Mansur foi indiciado em três procedimentos e, por isso, optou por utilizar seu direito constitucional de permanecer calado. Após insistência do presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-SE), Mansur decidiu fazer uma breve fala e responder algumas perguntas.

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