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Sete PMs são presos por suspeita de ligação com o Comando Vermelho no RJ

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 11 de março de 2026, a terceira fase da Operação Anomalia, resultando na prisão de sete policiais militares do Rio de Janeiro. Eles são suspeitos de integrar um esquema de segurança para traficantes.

As investigações revelaram que os agentes foram recrutados pelo cabo Rodrigo da Costa Oliveira, que já está preso desde setembro, para atuar diretamente a serviço de Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, um líder criminoso na região.

Segundo a PF, os policiais não apenas faziam a segurança do traficante, mas também o acompanhavam em situações cotidianas, como consultas médicas e enterros. O grupo teria ainda atuado na proteção do influenciador digital Hytalo Santos, que foi convidado por Índio e pelo ex-deputado TH Joias para um evento no Complexo do Alemão.

Hytalo Santos e seu marido foram recentemente condenados por exploração sexual de adolescentes. As ordens de prisão e os sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em bairros do Rio, Nova Iguaçu e Nilópolis, com o apoio da Corregedoria da PM, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O STF também determinou o afastamento imediato dos investigados de suas funções públicas e a quebra de sigilo de dados de seus equipamentos eletrônicos. Os policiais presos poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Esta é a terceira operação consecutiva contra agentes do estado autorizada pelo STF. Na última segunda-feira, um delegado da PF foi preso por suspeita de favorecer traficante estrangeiro, e na terça-feira, um delegado da Polícia Civil do RJ foi detido por comandar um esquema de extorsão contra criminosos.

As ações fazem parte da força-tarefa Missão Redentor 2, vinculada à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, que busca cortar os vínculos entre facções criminosas e agentes públicos.

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