A pesquisa Genial/Quaest revelou um empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um possível segundo turno. O senador apresentou crescimento significativo, enquanto o presidente registrou queda.
Segundo a análise do Instituto, Flávio tem conseguido avançar especialmente entre o eleitorado que se considera independente. O analista Pedro Venceslau destacou que a estratégia adotada por Flávio Bolsonaro é chamada de ‘nem-nem’, buscando furar a bolha do bolsonarismo tradicional para alcançar novos públicos.
Flávio tem adotado posturas que surpreendem o eleitorado conservador, utilizando até mesmo linguagem neutra, como a expressão ‘todes’, para dialogar com públicos mais jovens. O responsável pela Quaest, Felipe Nunes, explicou que houve um avanço de seis pontos percentuais de Flávio entre os eleitores independentes, que agora somam 32% de preferência, contra 27% de Lula.
Outro aspecto destacado na pesquisa foi o impacto do noticiário negativo recente, que trouxe o tema corrupção ao centro do debate político. Venceslau explicou que a corrupção saltou para a segunda posição entre os temas mais importantes para o eleitorado, impulsionada por casos como o do Banco Master e a CPI do INSS.
A percepção sobre a economia também apresenta dados preocupantes para o governo atual. A pesquisa indicou que 48% dos entrevistados afirmaram que a economia piorou, enquanto apenas 24% disseram que melhorou. Este cenário pode se agravar com os reflexos da guerra no Oriente Médio, que começou a impactar a economia global.
A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, vista por petistas como um potencial ‘plano real’ do terceiro mandato de Lula, não produziu o efeito esperado. Apenas 31% dos beneficiados afirmaram ter sentido uma mudança significativa após a isenção, um crescimento de apenas 1% em relação à pesquisa anterior.
Aliados do governo argumentam que o Instituto realizou a pesquisa em um momento desfavorável, com repercussões de polêmicas do carnaval e o início do conflito no Oriente Médio. Para eles, a tendência é de melhora nos próximos levantamentos, considerando que a eleição está apenas começando e a pré-campanha ainda não foi oficialmente iniciada.


