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CPMI solicita ao STF revisão de decisão sobre depoimento de Daniel Vorcaro

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), se reuniu nesta quarta-feira (11) com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para discutir a revisão das decisões que impediram depoimentos de investigados e testemunhas na comissão, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Durante a reunião, Viana afirmou que Mendonça deve liberar para julgamento colegiado os recursos apresentados pela CPMI, permitindo que Vorcaro e outros acusados prestem depoimento. No mês passado, o ministro já havia facultado o depoimento do banqueiro. “Para nós, é uma questão de honra o comparecimento [de Vorcaro] na CPI. Vai à CPMI e será tratado como uma pessoa normal, comum, como todos os outros foram, com declarações a serem dadas”, declarou o senador.

O banqueiro foi convocado para explicar seu suposto envolvimento com empresários que realizavam consignados ilegais a aposentados e pensionistas do INSS. Após a reunião com o ministro, Viana também criticou a decisão do ministro Flávio Dino, que autorizou a presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, a desmarcar seu depoimento como testemunha, agendado para esta quinta-feira (12).

Leila informou que não comparecerá à CPMI, mas um novo depoimento foi agendado para a próxima quarta-feira (18). Viana comentou: “É mais uma decisão que mostra a invasão de prerrogativas, o desrespeito ao nosso trabalho, porque vir ao Congresso Nacional é mais importante que uma agenda pessoal. O ministro nos determina que marquemos uma nova data para uma testemunha. Nós precisamos, no Congresso, tomar um posicionamento”.

O senador também afirmou que a comissão não é responsável pelo vazamento dos dados sigilosos de Vorcaro. Na semana passada, Mendonça determinou que a Polícia Federal inicie um inquérito para investigar o caso. “A CPI não tem qualquer responsabilidade oficial, porque nós não temos a maioria dos documentos que foram vazados. Temos a responsabilidade funcional em guardar tudo aquilo que nos tem sido colocado”, concluiu.

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