O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso em Brasília por suspeitas de fraudes no sistema financeiro. Documentos obtidos pela CPMI do INSS revelaram que ele gastou R$ 104,4 milhões apenas com cartões de crédito entre 2019 e 2025.
Desse total, R$ 45,3 milhões foram gastos em cartões de seu próprio banco, o Banco Master, que foi liquidado em novembro de 2025 após a Operação Compliance da Polícia Federal (PF).
O ano em que Vorcaro mais gastou foi 2024, com um total de R$ 34 milhões, sendo R$ 21,7 milhões apenas em cartões do Banco Master. A PF iniciou investigações sobre o Master em 2024, suspeitando de “fabricação” de carteiras de crédito falsas.
Em 2021, Vorcaro começou a utilizar os cartões do Master, gastando R$ 17,8 milhões, dos quais R$ 8,7 milhões foram em cartões do próprio banco. Em 2023, o montante foi similar, com R$ 17,2 milhões gastos, sendo R$ 8,5 milhões em cartões do Master.
Em 2025, foram registrados R$ 11,3 milhões gastos até junho. Ao longo do período, Vorcaro também utilizou cartões de outros bancos, como Bradesco, Itaú, Original, Safra, Santander, Caixa Econômica e Sicoob.
Vorcaro foi preso duas vezes como parte da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A primeira prisão ocorreu em 17 de novembro, quando ele se preparava para viajar para a Europa. A segunda prisão foi em 4 de março, em São Paulo, durante a terceira fase da operação.
Após ser detido na penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, Vorcaro foi transferido para Brasília, onde está na Penitenciária Federal. A PF solicitou a transferência imediata, afirmando que “há necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado”.


