O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou gratidão ao presidente Javier Milei pela concessão de asilo político a um condenado pelos eventos de 8 de Janeiro, em Brasília. O asilo foi concedido em 4 de março.
“Um grande abraço do meu pai, do meu irmão, e muito obrigado por ter sido o primeiro a reconhecer o primeiro asilo político de um brasileiro na Argentina. Há esperança”, afirmou Flávio a Milei na quarta-feira (11).
O presidente argentino respondeu: “Já ganhou”, referindo-se às eleições presidenciais brasileiras programadas para outubro deste ano. Os dois se encontraram no Chile, durante a cerimônia de posse de José Antonio Kast como presidente do país.
Kast, que é filho de um imigrante alemão ex-integrante do partido Nazista, tem se posicionado contra a entrada de imigrantes no Chile. Flávio Bolsonaro foi convidado para a cerimônia de posse, o que gerou mal-estar no Palácio do Planalto.
Fontes do Palácio do Planalto e do Itamaraty informaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou sua participação no evento para evitar o encontro com o senador. Essa decisão resultou em críticas de Flávio, que declarou que o petista foi “pequeno” e “não respeita quem pensa diferente”.
Flávio Bolsonaro foi escolhido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como seu sucessor na disputa presidencial. O senador tem se posicionado como mais moderado que o pai, sendo frequentemente chamado de “o Bolsonaro que se vacinou” em relação à vacina contra a Covid-19.
No início de março, a Conare (Comissão Nacional para Refugiados da Argentina) concedeu asilo a Joel Borges Correa, foragido da Justiça brasileira pelos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Correa foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão e foi preso na Argentina em novembro de 2024.
Embora o governo argentino afirme que a decisão da Conare é autônoma, pessoas envolvidas com julgamentos de extradições argumentam que a decisão final é do Executivo. Além de Correa, outros quatro brasileiros que tiveram a extradição determinada aguardam a decisão do órgão em prisão domiciliar.


