No Dia Mundial do Rim, celebrado na segunda quinta-feira de março, profissionais de saúde enfatizam a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce das doenças renais.
O médico nefrologista Emanuel Espósito, responsável técnico pelo setor de transplantes do Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), em Santarém, Pará, ressalta que a mobilização é crucial para alertar a sociedade sobre os impactos das doenças renais.
““A data chama a atenção para as doenças renais, que têm um custo elevadíssimo para o indivíduo e também para o sistema de saúde”, explicou.”
Espósito observa que, apesar dos avanços no atendimento na região, a incidência de doenças renais continua a crescer. Ele afirma que muitos casos graves poderiam ser evitados com o controle adequado de condições como hipertensão e diabetes.
““Quase 70% dos pacientes que têm doença renal crônica grave, aquela que precisa de hemodiálise ou transplante, são hipertensos ou diabéticos”, destacou.”
O nefrologista também menciona a relação entre saúde renal e meio ambiente. Fatores como calor extremo, poluição e acesso limitado a água de qualidade podem agravar as doenças renais.
““Quando eu tenho um planeta hostil, com temperatura elevada, poluição ou água de má qualidade, aumenta a chance de piorar ou desenvolver doença renal”, explicou.”
Além disso, Espósito alerta que o tratamento, especialmente a hemodiálise, pode ter impactos ambientais significativos, utilizando grandes quantidades de água, energia e materiais plásticos.
““Uma única sessão de hemodiálise pode gerar uma pegada de carbono equivalente a percorrer cerca de 240 quilômetros de carro”, afirmou.”
Em comemoração ao Dia Mundial do Rim, o HRBA promove nesta quinta-feira (12) a segunda edição do Simpósio Multiprofissional sobre a Saúde dos Rins. O evento ocorre no auditório da Universidade do Estado do Pará (Uepa), campus Santarém, e reúne profissionais de saúde e acadêmicos para discutir prevenção, diagnóstico precoce e a relação entre sustentabilidade ambiental e saúde humana.


