Uma fábrica de gelo clandestina foi interditada na noite de quarta-feira, 11 de março de 2026, no Jardim Alvorada, em Cosmópolis, São Paulo. A ação foi realizada pela Guarda Municipal (GCM) e pela Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), resultando na prisão de três pessoas em flagrante.
Durante a operação, um perito constatou que a água utilizada na fabricação do gelo era coletada da chuva. O local apresentava condições precárias de higiene e controle sanitário. Imagens cedidas pela Guarda Municipal mostram sujeira e desorganização, além da forma como a água era captada.
Segundo a Guarda, foram apreendidas 29 porções de crack no local. Refrigeradores e máquinas de fabricação de gelo estavam misturados a um colchão, aparelhos de som, um sofá, sapatos, roupas e outros objetos.
A ocorrência teve início após uma denúncia de tráfico de drogas. Na Rua Professor Joaquim Pedroso, os agentes flagraram dois indivíduos entrando em um barracão onde funcionava a fábrica clandestina. Eles tentaram fugir, mas foram detidos e não apresentaram licença para fabricar o produto. Um terceiro indivíduo se apresentou como proprietário do estabelecimento.
““A equipe foi averiguar, foi encontrado uma porção de substância parecida com o crack e pelo local havia algumas máquinas em funcionamento, três máquinas de gelo e quatro freezers. Na hora, a gente percebeu que era uma fábrica clandestina. (…) Embalagens, muita sujeira, mal cheiro, resto de comida, bastante ependorf, tinha até uma cama bem suja no local”, informou o GCM Rogério de Melo.”
O agente destacou que o que mais chamou atenção foi a origem da água, retirada diretamente da encanação. Os produtos fabricados eram vendidos para comércios da região, como adegas e eventos. “Não tinha nenhum documento de funcionamento. Foi acionado nosso setor de fiscalização e, no momento, constatou que não tinha nada legalizado ali”, completou o guarda.


