Uma operação do Ministério Público do Distrito Federal, realizada na manhã de 12 de março de 2026, investiga um desvio de quase R$ 50 milhões em um contrato de aluguel na Secretaria de Educação. O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que ‘não tem nada a ver com isso’.
Questionado sobre o caso, Ibaneis disse: ‘Pelo que eu sei essa operação corre em sigilo. Eu não tenho informações do que aconteceu, e também se eles que estão envolvidos quiserem apresentar para mim alguma coisa, mas não tem interesse nenhum, não cita meu nome. Eu não tenho nada a ver com isso. Cada um que tem seus problemas que responda perante a Justiça.’
Um dos alvos da operação é o líder do governo na Câmara Legislativa, o deputado Hermeto (MDB), que negou envolvimento no caso. Em nota, ele declarou: ‘Não possuo qualquer gestão ou participação em contratos administrativos da Secretaria de Educação, que são de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo.’
A secretária de Educação do DF, Hélvia Miridan Paranaguá Fraga, também se manifestou, afirmando estar ‘tranquila’ sobre a situação. Ela explicou: ‘A Polícia Civil ainda não liberou o processo para que a gente tenha acesso. É uma locação que existia antes de eu assumir como secretária de Educação. Vamos aguardar a conclusão da investigação pra ver, mas eu estou muito tranquila, né. Não foi assinado por mim o contrato.’
A operação investiga crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude a licitação, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na ação, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em locais como Brasília, São Paulo e Tocantins.
Em Brasília, as equipes do Ministério Público estiveram na secretaria, no Palácio do Buriti, na Câmara Legislativa, além da casa e do escritório do deputado Hermeto. A Secretaria de Educação informou que o processo tramita em sigilo e que a pasta colabora com as autoridades.
As investigações indicam que o aluguel de um imóvel particular pela Secretaria de Educação foi realizado de forma irregular. O imóvel, localizado no setor de motéis da Candangolândia, deveria abrigar alunos do Centro de Ensino Fundamental I da região e a sede da Coordenação Regional de Ensino do Núcleo Bandeirante. O desvio de recursos, segundo o MP, ocorreu principalmente por meio de emendas parlamentares.
A operação foi realizada em parceria com a DECOR/PCDF e contou com o apoio dos GAECOS dos Ministérios Públicos de Goiás, Tocantins e São Paulo. O ex-secretário de Educação, João Pedro Ferraz, e servidores da pasta também estão sendo investigados.


