O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, tem utilizado o calendário como estratégia para frear a instalação da CPI do Banco Master. Segundo análise política, Motta sinaliza que não pretende avançar com o pedido de investigação.
Dois fatores contribuem para a posição confortável do presidente da Câmara. O primeiro é a cronologia, frequentemente citada por Motta em conversas e manifestações públicas. Ele argumenta que existem outros pedidos de CPI que devem ser priorizados antes da investigação sobre o caso Master.
““Hugo tem dado sinalizações claríssimas, não tem a menor intention de fazer avançar a ideia de uma CPI do caso Master”, apontou a análise.”
O segundo fator que favorece a estratégia de Motta é a proximidade do período eleitoral. Com a aproximação das eleições, há uma tendência de esvaziamento das atividades no Congresso Nacional, pois os parlamentares começam a se deslocar para suas bases eleitorais.
Esse cenário dificulta a articulação necessária para pressionar pela instalação de uma nova comissão parlamentar de inquérito. A justificativa regimental da cronologia é vista como uma estratégia para postergar a instalação da comissão.
Se o critério cronológico fosse rigorosamente seguido, praticamente nenhuma CPI seria instalada no país, já que muitos pedidos ficam parados por anos antes de qualquer movimento de instalação ou descarte.


