Subiu para 40 o número de mulheres que denunciaram um grupo no aplicativo Telegram, que possui cerca de 900 integrantes, utilizado para compartilhar fotos delas em meio a conteúdo sexual. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (12) pela TV TEM. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Adamantina (DDM).
Até esta quinta-feira, eram 34 vítimas. Portanto, seis mulheres procuraram a polícia para relatar o caso neste período. Segundo a Polícia Civil, as fotos eram retiradas de perfis públicos das vítimas nas redes sociais. No grupo, os participantes faziam comentários ofensivos, xingamentos e até produziam vídeos a partir das imagens.
O caso é investigado por difamação, importunação sexual e crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma vez que havia menores de idade entre as vítimas.
As vítimas podem denunciar o caso na Delegacia de Defesa da Mulher ou pelo telefone 180, que pertence a um programa nacional que funciona 24 horas, recebendo denúncias de assédio e violência contra mulheres, e encaminhando-as aos órgãos competentes. O serviço também oferece acolhimento, orientações e encaminhamentos para a rede de atendimento em todo o país.
Em nota, o Telegram informou que materiais de abuso sexual infantil (CSAM) e o compartilhamento não consensual de imagens íntimas são explicitamente proibidos pelos termos de serviço do aplicativo. O Telegram remove esse tipo de conteúdo sempre que detectado e utiliza ferramentas de Inteligência Artificial (IA) personalizadas para monitorar e aceitar denúncias.
A plataforma também destacou que, desde 2018, todas as imagens publicadas em chats públicos são verificadas automaticamente e comparadas a um banco de dados de hashes de materiais relacionados a CSAM já banidos. Além disso, pode fornecer endereços IP e números de telefone de suspeitos em resposta a solicitações legais válidas, auxiliando investigações policiais.


