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Teste de ligação Bingen–Quitandinha em Petrópolis aguarda autorização da ANTT

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O teste operacional da ligação viária entre os bairros Bingen e Quitandinha, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, ainda não possui autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O início do teste foi anunciado pela prefeitura para março, mas depende da liberação dos órgãos competentes.

Moradores dos bairros Amazonas e Parque São Vicente expressaram preocupações sobre os impactos da medida. Durante uma audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal (MPF), a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) foi questionada sobre as autorizações necessárias para a realização do teste.

A CPTrans informou que ainda não havia recebido a liberação da ANTT e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O teste, que foi anunciado no fim de fevereiro, prevê a implantação de uma faixa reversível na BR-040, com funcionamento experimental por duas horas diárias, entre 17h e 19h, horário de maior fluxo.

Em nota, a ANTT afirmou que recebeu a solicitação da prefeitura para a alteração operacional no trecho da BR-040, mas que o pedido ainda está em análise técnica. Até o momento, não foi concedida autorização para a implementação da medida.

A PRF informou que já concedeu autorização para a realização do teste, que servirá para levantar dados sobre a viabilidade da mudança na configuração do tráfego. A prefeitura declarou que o processo de formalização das autorizações junto à ANTT e à PRF está em andamento e que os testes só começarão após a conclusão dessas etapas.

Desde o anúncio do projeto, moradores da comunidade do Amazonas têm criticado a proposta. A associação de moradores destacou que o bairro não tem estrutura para suportar o aumento do fluxo de veículos previsto com o desvio. Eles afirmam que as ruas carecem de calçadas adequadas, manutenção regular, sinalização eficiente e redutores de velocidade.

Além disso, os moradores ressaltam que crianças e idosos utilizam diariamente espaços como o parquinho e a quadra comunitária, que ficam próximos à via. A associação também mencionou a presença de equipamentos públicos importantes, como o CRAS Quitandinha e uma unidade do Programa de Saúde da Família, além de minas d’água utilizadas por moradores sem abastecimento encanado.

Para os moradores, a transferência do fluxo de veículos de uma rodovia federal para dentro da comunidade pode colocar a população em risco. Eles questionam ainda a ausência de circulação de ônibus na rota experimental e como ficará o transporte público durante o período de testes.

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