A menina Ayla Gabriele Xavier Gomes, de 6 anos, diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA), está sem frequentar as aulas em uma escola da rede municipal localizada no residencial Mário Covas, em Teresina, há mais de um mês.
Segundo a família, a instituição não disponibilizou um profissional de apoio para acompanhar a criança. A Secretaria Municipal de Educação (Semec) informou que a estudante ainda não recebeu o profissional, mas que o protocolo está em fase final de análise e encaminhamento.
A criança está afastada do ambiente escolar há cerca de três meses, incluindo as férias. Os pais afirmam que aguardam uma resposta à solicitação de acompanhamento especializado, feita de forma oficial com o envio de documentos, como o laudo médico da menina.
Wellington Melo, pai de Ayla, explicou que a matrícula foi aceita, mas o retorno da menina às aulas depende da liberação do profissional pela Semec. “A escola não negou a matrícula, porém precisa passar uma documentação para a Semec. A partir disso, a gente fica no aguardo da disponibilização de um profissional de apoio”, disse.
Enquanto aguardam uma solução, a família mantém a rotina de estudos em casa. Valéria Xavier, mãe de Ayla, contou que a filha realiza atividades diárias para não perder o hábito de estudar. “No dia a dia, a gente coloca atividades para ela fazer, para ela ir se adaptando novamente e não perder a rotina que ela tinha antigamente”, relatou.
A neuropsicopedagoga clínica Ianna Marques destacou a importância do acompanhamento para garantir a inclusão no ambiente escolar. “A escola precisa entender e identificar essas necessidades junto aos profissionais multidisciplinares que acompanham essa criança, para conseguir criar um plano efetivo para o processo de inclusão nas salas de aula”, afirmou.
A Semec esclareceu que o atendimento aos estudantes da Educação Especial, incluindo a disponibilização de Auxiliar de Apoio à Inclusão (AAI), segue um fluxo administrativo específico. A unidade escolar deve solicitar formalmente, acompanhada do protocolo e dos instrumentais pedagógicos necessários para análise técnica da demanda.
No caso de Ayla, a Semec informou que a estudante ainda se encontra sem AAI, pois a unidade escolar estava finalizando e encaminhando o protocolo de solicitação. A secretaria solicitou prioridade na análise do caso e já encaminhou a solicitação para contratação emergencial de AAI, visando atender à necessidade apresentada pela unidade escolar e pela estudante.
A Semec ressaltou que a contratação e lotação desses profissionais dependem de trâmites administrativos e legais, que envolvem análise técnica da documentação, autorização e contratação, respeitando os procedimentos da administração pública.


