O MPF (Ministério Público Federal) iniciou uma investigação em setembro de 2025 sobre acessos ilegais ao seu sistema interno, visando a obtenção de informações sigilosas relacionadas ao inquérito que investiga fraudes no Banco Master.
A investigação está em tramitação na primeira instância. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou uma auditoria interna assim que surgiram suspeitas no ano passado.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) e a PF (Polícia Federal) começaram a trocar informações sobre os acessos ilegais às investigações que tramitavam na Justiça Federal em Brasília. A PF informou à PGR que estava investigando a possibilidade de que Daniel Vorcaro e seu grupo tivessem acessado informações sigilosas do processo contra eles.
As suspeitas foram confirmadas em novembro de 2025, após a deflagração da primeira fase da operação Compliance Zero. A operação, autorizada pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, resultou na apreensão de equipamentos, incluindo o celular do banqueiro.
A análise do material extraído de um dos aparelhos de Vorcaro foi crucial para os investigadores. As investigações revelaram que o grupo contratado por Vorcaro para influenciar as apurações e realizar atividades de vigilância acessava dados do MPF, da Polícia Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol.
Vorcaro teve acesso antecipado a diligências da investigação, conforme registros encontrados pela PF. O empresário fez anotações sobre autoridades e procedimentos policiais em andamento.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, foi identificado como o coordenador operacional do grupo denominado “A Turma”. Ele realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos, utilizando credenciais funcionais de terceiros para obter informações protegidas por sigilo institucional.
““A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”, escreveu o ministro André Mendonça ao autorizar a mais recente fase da operação sobre o caso.”


