A Petrobras pagou R$ 277,6 bilhões em tributos e participações governamentais em 2025. As informações foram divulgadas no Relatório Fiscal da companhia nesta quinta-feira (12). O valor representa uma média de R$ 1,1 bilhão por dia útil.
Com essa contribuição, a Petrobras se mantém como a maior pagadora de impostos do Brasil, respondendo por cerca de 7% da arrecadação nacional. O montante de 2025 supera em quase 3% a contribuição do ano anterior, que foi de R$ 270,3 bilhões. Os valores não estão deflacionados e a inflação do período foi de 4,26%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O total de tributos pagos em 2025 ficou abaixo do dispêndio de 2022, que alcançou R$ 279 bilhões. Nos últimos cinco anos, os valores pagos foram: 2025: R$ 277,6 bilhões; 2024: R$ 270,3 bilhões; 2023: R$ 240,2 bilhões; 2022: R$ 279 bilhões; 2021: R$ 202,9 bilhões.
Os tributos pagos são direcionados à União, estados e municípios. As participações governamentais incluem royalties pela exploração de petróleo e a participação especial (PE), uma compensação financeira devida pelos concessionários de exploração e produção de petróleo ou gás natural.
Em 2025, dos R$ 277,6 bilhões pagos, R$ 68,6 bilhões foram referentes a participações governamentais, sendo R$ 39,7 bilhões de royalties e R$ 21,5 bilhões de PE. A União recebeu R$ 161,9 bilhões, o que representa 6% da arrecadação federal. Os principais tributos pagos à União são impostos sobre o lucro (IRPJ e CSLL) e sobre o faturamento (PIS e Cofins).
Os estados receberam R$ 113,8 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), representando 14% da arrecadação das 27 unidades da federação. Com as participações governamentais, o valor total chega a R$ 132,9 bilhões. Os dez estados que mais receberam contribuições foram: 1º Rio de Janeiro: R$ 26 bilhões; 2º São Paulo: R$ 24,4 bilhões; 3º Minas Gerais: R$ 15,3 bilhões; 4º Rio Grande do Sul: R$ 8,1 bilhões; 5º Paraná: R$ 7,9 bilhões; 6º Santa Catarina: R$ 7,2 bilhões; 7º Goiás: R$ 6,8 bilhões; 8º Mato Grosso: R$ 6,8 bilhões; 9º Mato Grosso do Sul: R$ 5,3 bilhões; 10º Espírito Santo: R$ 4,7 bilhões.
A Petrobras também contribuiu para a arrecadação de 271 municípios em 2025, totalizando R$ 1,9 bilhão, principalmente em Imposto sobre Serviços (ISS) e Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Os dez municípios mais beneficiados foram: 1º Macaé (RJ): R$ 395,9 milhões; 2º Cubatão (SP): R$ 141,7 milhões; 3º Caraguatatuba (SP): R$ 125,1 milhões; 4º Ipojuca (PE): R$ 123,4 milhões; 5º Rio de Janeiro (RJ): R$ 104,6 milhões; 6º Paulínia (SP): R$ 94,7 milhões; 7º Duque de Caxias (RJ): R$ 90 milhões; 8º São Sebastião (SP): R$ 88,5 milhões; 9º Canoas (RS): R$ 64,3 milhões; 10º São João da Barra (RJ): R$ 46,9 milhões.
A companhia informou que US$ 448,65 milhões (equivalente a R$ 2,3 bilhões) foram tributos pagos no exterior. Os países que mais receberam foram: 1º Holanda: US$ 264,69 milhões; 2º Estados Unidos: US$ 69,26 milhões; 3º Colômbia: US$ 68,12 milhões; 4º Singapura: US$ 36,25 milhões; 5º Argentina: US$ 5,72 milhões; 6º Bolívia: US$ 2,93 milhões; 7º China: US$ 1,39 milhões; 8º Espanha: US$ 0,21 milhões; 9º Uruguai: US$ 0,08 milhões.
O relatório também revelou que a Petrobras teve lucro líquido de R$ 110 bilhões em 2025 e distribuiu R$ 45,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, sendo a maior parte destinada ao governo, que é o maior acionista da empresa.


