A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso investiga uma possível ‘falha humana’ na soltura de Marcos Pereira Soares, de 23 anos. Ele foi preso novamente na noite de quarta-feira (11) após ser suspeito de estuprar e assassinar a própria irmã, menor de idade, em Cuiabá.
O caso gerou repercussão devido à brutalidade contra a adolescente e ao histórico criminal do detento, considerado um ‘criminoso sexual em série’. A Corregedoria informou que uma análise preliminar indicou uma possível falha humana na soltura do suspeito, que cumpria pena em regime fechado no presídio Capão Grande, em Várzea Grande.
Segundo a nota da Corregedoria, existiam dois registros judiciais vinculados ao nome da mesma pessoa. ‘Não há, até o momento, indícios de falha no funcionamento do sistema. A apuração busca esclarecer os fatos e verificar as circunstâncias do ocorrido’, diz o comunicado.
A inconsistência foi identificada pelo juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto, da Vara de Execuções Penais, que solicitou uma verificação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O magistrado também determinou um mandado de recaptura contra Marcos na quarta-feira (11).
O crime ocorreu no bairro Três Barras, em Cuiabá. Stephany Pereira saiu de casa com o irmão na terça-feira (10), e seu corpo foi encontrado amarrado dentro de um córrego na noite de quarta-feira (11). A polícia informou que ela foi torturada e pode ter sido vítima de abuso sexual.
Marcos foi preso poucas horas após o crime. Ele possui uma extensa ficha criminal, incluindo uma condenação a 19 anos de prisão por ter matado um vizinho com 27 facadas em 2020. Além disso, ele é investigado pela morte da tia materna, que foi encontrada no mesmo córrego onde estava o corpo da irmã, e possui passagens por violência doméstica.
A polícia investiga a motivação do crime, que pode estar relacionada ao ódio às mulheres. Em outro caso, Marcos é suspeito de observar funcionárias de um salão de beleza durante a madrugada, chegando a ficar de joelhos para olhar por baixo da porta.


