Em novembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o Coaf abrisse um escritório avançado no Rio de Janeiro. O foco seria a asfixia financeira das facções criminosas que atuam na capital fluminense.
A ordem foi uma das principais medidas após a operação do governo de Cláudio Castro contra o Comando Vermelho no Complexo da Penha e do Alemão. Quase quatro meses após a determinação, o escritório do Coaf ainda não foi implementado.
Para evitar constrangimentos ao ministro Moraes, o Coaf decidiu custear passagens para que um funcionário esteja semanalmente no Rio, trabalhando em uma sala improvisada do Banco Central.
Para que a unidade avançada do Coaf se torne realidade, o governo Lula precisa reorganizar a estrutura do órgão e liberar orçamento para a montagem da equipe na capital fluminense. O Coaf já realizou o trabalho técnico necessário para o funcionamento do escritório, mas o governo não priorizou o combate às facções no Rio de Janeiro.
O Coaf informou que seriam necessários pouco mais de R$ 5 milhões anuais para a criação do escritório, um valor considerado baixo em comparação aos gastos bilionários do governo com cartão corporativo.
““Informo que, tão logo o Coaf tomou ciência da ordem de vossa excelência, tratativas foram iniciadas junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, com vistas à estruturação formal do escritório regional”, relatou o presidente do Coaf, Ricardo Saadi, em dezembro.”
Diante da resposta de Saadi, Moraes deu um prazo de cinco dias para que a PGR se manifestasse sobre os apontamentos do Coaf. A procuradoria apenas registrou o empenho do órgão em cumprir a determinação, sem sugerir medidas para acelerar o processo junto ao governo.


