As defesas aéreas da OTAN no Mediterrâneo interceptaram nesta sexta-feira (13) um terceiro míssil balístico lançado do Irã em direção à Turquia, conforme informou o Ministério da Defesa turco. O ministério acrescentou que solicitou esclarecimentos a Teerã.
O primeiro míssil balístico iraniano foi interceptado em 4 de março, seguido pelo segundo, derrubado em 9 de março. Segundo o ministério, o primeiro míssil foi destruído antes de entrar no espaço aéreo turco, enquanto o segundo já havia cruzado a fronteira.
Os ataques representam um teste crescente para Ancara e para a OTAN. A Turquia, que possui o segundo maior exército da aliança e faz fronteira com o Irã, se posicionou contra novos ataques e protestou formalmente a Teerã após cada incidente, mas não indicou que pretende acionar outros membros da OTAN para proteção.
““Todas as medidas necessárias estão sendo tomadas de forma decisiva e sem hesitação contra qualquer ameaça ao território e ao espaço aéreo do nosso país. Consultas estão sendo conduzidas com o país relevante para esclarecer todos os aspectos do incidente”,”
disse o ministério em comunicado. Até o momento, o Irã não comentou os ataques, mas vem rejeitando repetidamente ter como alvo deliberadamente a Turquia em meio à guerra com os Estados Unidos e Israel.
Após os incidentes, a OTAN reforçou suas defesas antimísseis na região e desdobrou um sistema de defesa aérea Patriot americano na província turca de Malatya, no sudeste do país, para aumentar a proteção da base de radar de Kurecik, utilizada pela aliança.


