No Irã, cidadãos receberam mensagens de texto da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) afirmando que o país está vencendo a guerra. As mensagens foram enviadas em meio a quase duas semanas de comunicação e acesso à internet severamente limitados.
As mensagens, que parecem fazer parte de uma campanha de propaganda do governo, afirmam que ‘o controle do Estreito de Ormuz elevou excepcionalmente a capacidade do Irã de influenciar os cálculos econômicos globais’ e que ‘as bases americanas na região estão desativadas’. A IRGC descreve a guerra como uma ‘batalha vitoriosa’ que está praticamente ganha.
Não está claro quantas pessoas receberam essas mensagens. Desde o início do conflito, os iranianos têm enfrentado dificuldades para acessar notícias do mundo exterior. Alguns relataram à jornalista Leila Gharagozlou que as informações recebidas dificultam a distinção entre fatos e propaganda.
Um homem comentou que, quando a internet é cortada, os moradores só conseguem acessar sites e notícias estatais, comparando a situação à da Coreia do Norte, e que precisam ‘assumir o oposto’ do que a mídia estatal informa.
O Irã não é o único envolvido na guerra de propaganda. Vídeos do conflito produzidos pelo Comando Central dos EUA e pelo governo Trump destacam o poderio militar americano, ignorando as baixas iranianas. Esses vídeos, muitas vezes com estética de trailers de filmes, foram criticados por glorificarem a guerra ao intercalar imagens de ataques com mísseis e jogos como Call of Duty e Grand Theft Auto.


