O líder do Hezbollah, Naim Qassem, declarou em um discurso divulgado nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, que as ameaças de assassinato feitas por Israel contra ele são “inúteis”. Ele afirmou: “Estamos preparados para um longo confronto e eles serão surpreendidos no campo de batalha”.
A declaração de Qassem ocorre em meio a uma ofensiva israelense contra o Hezbollah, que é apoiado pelo Irã. O conflito se intensificou após o grupo abrir fogo em 2 de março, em represália ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Desde o início dos ataques israelenses, o número de mortos no Líbano chegou a 687, incluindo 98 crianças, conforme informou o ministro da Informação libanês, Paul Morcos. Ele também mencionou que entre os mortos estão 15 médicos e socorristas, e que outros 45 ficaram feridos.
O conflito no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel resultou na morte de Ali Khamenei em Teerã. Além dele, diversas autoridades de alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em resposta, o regime iraniano realizou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O Hezbollah, em retaliação à morte de Khamenei, atacou o território israelense, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do grupo no Líbano. O conflito também resultou na morte de centenas de pessoas no Líbano.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. O ex-presidente Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, considerando-a um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


