O Partido Social Democrático (PSD) do Rio protocolou uma representação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta sexta-feira (13) contra o governador Cláudio Castro e o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi. O documento alega que as forças policiais do estado estariam sendo utilizadas para perseguir adversários políticos.
A representação foi apresentada após a prisão do vereador Salvino Oliveira, do PSD, que é ex-secretário da prefeitura do Rio, durante a Operação Contenção Red Legacy. A Polícia Civil informou que ele é suspeito de ter negociado com o traficante conhecido como Doca a autorização para realizar campanha eleitoral em uma comunidade dominada pelo Comando Vermelho. Salvino foi solto na tarde de hoje e declarou que está sendo vítima de uma grande injustiça, prometendo:
“”Não pense que vai ficar assim.””
A investigação que resultou na prisão de Salvino Oliveira teve início em outubro de 2024 e foi analisada pelo Ministério Público e pela Justiça, sendo conduzida com base em provas técnicas, sem motivação política. O PSD afirma ter indícios de abuso de poder e crimes eleitorais, solicitando o afastamento cautelar de Castro e Curi, se necessário, para evitar interferência no processo eleitoral.
A prisão do vereador e de um ex-secretário estadual intensificou o embate político entre o prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro, que trocaram críticas nas redes sociais sobre a gestão pública. O deputado federal Pedro Paulo Carvalho, um dos dirigentes do PSD, afirmou que o partido busca levar o caso a diferentes autoridades em Brasília, incluindo o diretor-geral da Polícia Federal e o procurador-geral da República.
O deputado declarou:
“”Estamos diante de uma máfia que instrumentaliza a polícia para fazer perseguição e covardia (contra os desafetos políticos) e, por isso, vamos às últimas consequências.””
O governo do estado defendeu que a investigação foi conduzida de maneira legal, passando por três esferas independentes: Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário. O governo estranha a tentativa do prefeito de politizar a investigação, afirmando que isso coloca em dúvida o trabalho das forças de segurança.
A Polícia Civil reiterou que a investigação foi rigorosa e não possui viés político, ressaltando que a operação resultou na prisão de seis policiais militares, incluindo dois oficiais. A instituição afirmou que não escolhe alvos por posição política e que a operação foi baseada em provas técnicas.


