A Prefeitura do Rio interditou um galpão clandestino de uma farmácia na Taquara, Zona Sudoeste, nesta sexta-feira (13). O local estava manipulando a substância conhecida como Monjauro.
Dez pessoas foram levadas para a 32ª DP (Taquara), e uma delas foi flagrada tentando pular uma janela levando frascos refrigerados com a substância. A ação contou com a participação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP), do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (IVISA-Rio) e da Subprefeitura de Jacarepaguá.
Os fiscais chegaram ao galpão após uma denúncia recebida pela Central de Atendimento da Prefeitura do Rio (1746). Durante a operação, foram apreendidos centenas de frascos da substância tirzepatida, utilizada para emagrecimento, e constatou-se que o local não possuía licenciamento sanitário para funcionar.
Além dos medicamentos, os agentes encontraram oito motocicletas no local, sugerindo que a farmácia clandestina também realizava a distribuição dos produtos. Foram ainda apreendidos diversos produtos de uso hospitalar, como antibióticos e adrenalina fora do prazo de validade, além de matérias-primas em frascos pretos, hidrocortisona, oxandrolona e tadalafila.
A ação teve início por volta das 09h, quando os agentes tocaram a campainha do estabelecimento e não foram atendidos. Funcionários tentaram fugir pela parte de trás do imóvel, e a SEOP acionou policiais civis para apoio. Após a chegada da Polícia Civil, um dos funcionários que tentavam escapar foi capturado com dezenas de medicamentos ainda refrigerados.
““Nos deparamos com uma grande estrutura montada. São centenas de frascos do produto e cada um deles é normalmente comercializado por R$ 2 mil ou mais. A população deve denunciar sempre”, disse o secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior.”
Segundo análise preliminar, os responsáveis pela farmácia clandestina poderiam faturar até R$ 5 milhões com os produtos manipulados no local.


