O Ministério Público do Acre (MP-AC) apresentou denúncia contra cinco jogadores do Vasco-AC por estupro coletivo de duas mulheres no alojamento do clube, em Rio Branco. A denúncia foi feita um mês após o crime, na sexta-feira (13).
Os denunciados são Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Brian Peixoto Henrique Ilziario, Alex Pires Bastos Júnior, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes. A 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco recebeu a denúncia, que incluiu os nomes de Lucas e Bernardo, que não haviam sido divulgados anteriormente.
Os atletas são investigados pelo estupro ocorrido no alojamento do clube. Erick foi preso em flagrante no dia 14 de fevereiro, enquanto os outros três tiveram a prisão temporária decretada no dia 17 do mesmo mês. A Justiça já havia negado a liberdade dos suspeitos, que todos negam as acusações.
O MP-AC solicitou que Alex, que foi solto no dia 10, e os outros dois jogadores retornem à prisão. Os advogados Robson Aguiar e Atevaldo Santana, que representam os jogadores, informaram que ainda não foram notificados sobre a denúncia.
A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) concluiu o inquérito e indiciou Brian e Erick pelo estupro. Os demais jogadores não foram indiciados. O inquérito foi enviado ao Poder Judiciário no dia 9 de março.
O caso foi registrado na Deam em 14 de fevereiro, menos de um dia após o crime. As vítimas, que procuraram a delegacia pela manhã, foram encaminhadas à Maternidade Bárbara Heliodora para atendimento médico. Elas relataram medo de retaliação e foram orientadas a formalizar a denúncia.
As mulheres afirmaram que foram ao alojamento para um encontro consensual com os jogadores, mas alegaram ter sido submetidas a abusos. O delegado Alcino Souza resumiu a situação dizendo: “Você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação”.
Após a prisão dos jogadores, o Vasco-AC estreou na Copa do Brasil no dia 19 de fevereiro, sendo eliminado pelo Velo Clube nos pênaltis. Antes da partida, o time entrou em campo com camisas que estampavam os nomes de três dos quatro atletas presos, o que foi repudiado pelos ministérios das Mulheres e do Esporte como “inaceitável”. O gesto dos atletas também está sob investigação do MP-AC.
O Vasco-AC declarou que não compactua com qualquer forma de violência e que tomará as medidas necessárias conforme o andamento das investigações.

