O Irã anunciou, na quarta-feira, 11 de março de 2026, que não participará da Copa do Mundo de 2026, programada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. O ministro dos Esportes e Juventude do Irã, Ahmad Donyanali, afirmou que a decisão foi tomada em resposta aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel.
A Copa de 2026 será a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas, superando as 64 do torneio anterior no Catar. O Irã está classificado no Grupo G e sua ausência levanta questões sobre a substituição por outra seleção, como o Iraque ou os Emirados Árabes Unidos, que também são alvos de disparos vindos de Teerã.
Nos bastidores, há discussões sobre a possibilidade de transferir as partidas do Irã para o México, caso o boicote se concretize. Os jogos iniciais da fase de grupos, que ocorreriam em Los Angeles contra Nova Zelândia e Bélgica, seriam realizados em um clima de incerteza, especialmente com a presença de cerca de 500 mil iranianos na região, conhecida como “Pequena Pérsia” ou “Teerangeles”.
A hipótese de cancelamento da Copa, que circulou nas redes sociais, foi considerada infundada. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, têm uma relação próxima, e Infantino afirmou ter conversado com Trump sobre a participação do Irã, dizendo que “o Irã será muito bem-vindo aos Estados Unidos”.
O evento se torna ainda mais insólito, pois pela primeira vez um país-sede teria como “convidado” uma nação com a qual mantém conflitos armados. Recentemente, as jogadoras da seleção feminina do Irã se recusaram a cantar o Hino Nacional antes de uma partida contra a Coreia do Sul, na Copa da Ásia, e foram tratadas como “traidoras” ao retornarem ao país.
Trump, em uma postagem na rede social Truth Social, alertou sobre a situação das jogadoras iranianas, pedindo ao primeiro-ministro australiano que concedesse asilo a elas. Cinco atletas conseguiram permanecer na Oceania, enquanto outras ainda buscavam soluções semelhantes.
Embora seja impossível prever o que ocorrerá na Copa de 2026, a situação é complexa e repleta de desafios. A história do confronto entre Irã e Estados Unidos na Copa de 1998, onde o Irã venceu por 2 a 1, e a troca de flores entre as equipes, parece distante neste contexto atual.


