O Irã poderá não participar da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, conforme indicou o ministro do Esporte iraniano. A possibilidade de ausência do país no torneio levanta questões sobre o impacto dos conflitos geopolíticos no esporte.
O ministro dos Esportes do Irã afirmou que “não há a menor possibilidade” do país participar da Copa do Mundo deste ano. A declaração ocorre em um contexto de hostilidades intensificadas após ataques que envolveram os Estados Unidos e Israel contra o Irã.
““Eu realmente não acho que seja apropriado que eles estejam lá para a própria vida e segurança deles”, declarou o presidente dos EUA, Donald Trump.”
A Federação de Futebol do Irã respondeu, afirmando que ninguém pode excluí-los da competição, uma vez que se classificaram legitimamente. O impasse reflete um cenário mais amplo de politização do futebol mundial.
Outros países também levantaram questões sobre sua participação no torneio. A Espanha, por exemplo, sinalizou que poderia não competir caso Israel se classificasse, argumentando que a FIFA deveria punir a seleção israelense da mesma forma como puniu a Rússia, impedida de participar das eliminatórias e da Copa após a invasão da Ucrânia.
A tensão também se reflete em questões humanitárias. Recentemente, sete atletas iranianas que disputavam a Copa Asiática na Austrália pediram asilo no país após se recusarem a cantar o hino nacional em protesto contra a repressão do regime às mulheres. Esta atitude foi interpretada no Irã como “apoio ao inimigo” em tempo de guerra, com autoridades e religiosos defendendo punições exemplares para as atletas.
O clima de tensão geopolítica levanta preocupações sobre a segurança durante o evento esportivo. Especialistas apontam que, embora não haja ameaças específicas identificadas até o momento, grandes eventos como a Copa do Mundo podem se tornar alvos potenciais em períodos de conflito internacional.
Se o Irã confirmar sua ausência, será a primeira vez desde 1950 que um país classificado desiste de participar do torneio. Países como Iraque e Emirados Árabes Unidos já demonstraram interesse em ocupar a possível vaga deixada pelo Irã.


