O prefeito Anderson José Bétio (PSD) e o vice-prefeito Getúlio Kazuo Hosikava (PSDB) de Santo Expedito, SP, tiveram seus mandatos cassados por compra de votos e corrupção eleitoral. A decisão foi proferida pelo juiz da 182ª Zona Eleitoral de Presidente Prudente na sexta-feira, 13 de março de 2026.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi proposta pelos partidos MDB e Progressistas contra os dois políticos, que foram eleitos em 2024. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) apurou que houve captação ilícita de sufrágio, com transporte e pagamento em dinheiro a eleitores que estavam fora de seu domicílio eleitoral para que votassem no pleito de 2024.
No documento da Aije, foram apresentadas mensagens que indicavam que três pessoas levariam quatro eleitores de Três Lagoas (MS) a Santo Expedito, recebendo R$ 400 via PIX por isso.
O juiz Michel Feres julgou procedente a Aije, resultando na cassação dos mandatos e na aplicação de multa de R$ 10 mil a cada um por captação ilícita de sufrágio. A decisão se baseou nos artigos 19 e 22, inciso XIV, da Lei Complementar nº 64/90, e no artigo 41-A, caput, da Lei nº 9.504/1997.
Além da cassação, a Justiça Eleitoral determinou a inelegibilidade de Bétio e Hosikava para as eleições nos próximos oito anos. O juiz também declarou o segundo candidato mais votado como apto a assumir o cargo, uma vez que o primeiro colocado não atingiu 50% dos votos válidos.
A decisão ainda cabe recurso ao TRE-SP. Em nota, a defesa de Bétio e Hosikava afirmou que recebeu a decisão com “serenidade” e que, apesar de não ter acesso ao documento completo, confia na Justiça. Eles informaram que recorrerão às instâncias superiores, defendendo a legitimidade do mandato e a soberania do voto popular.


