Três países europeus recusaram nesta segunda-feira (16) o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz. A recusa ocorre em um momento de aumento dos preços do petróleo devido à guerra com o Irã.
Trump afirmou que exigiu que cerca de sete países enviem navios de guerra para manter aberto o estreito, mas seus apelos ainda não resultaram em compromissos. Ele declarou: “Estou exigindo que esses países venham e protejam seu próprio território, porque é o território deles”.
O presidente dos EUA também mencionou que a China recebe cerca de 90% de seu petróleo pelo estreito, enquanto os EUA recebem uma quantidade mínima. Ele comentou que seria benéfico ter outros países policiando a região junto com os EUA.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã foi procurado por vários países que buscam passagem segura para seus navios. Ele destacou que o estreito está aberto a todos, exceto aos Estados Unidos e seus aliados.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, mencionou que está em diálogo com alguns dos países citados por Trump, mas até o momento, não houve compromissos firmados. O Reino Unido, por meio do primeiro-ministro Keir Starmer, discutiu a importância de reabrir o estreito para acabar com a interrupção do transporte marítimo global.
A França e a Alemanha também se manifestaram sobre o assunto. O presidente francês Emmanuel Macron indicou que trabalha com parceiros em uma possível missão internacional para escoltar navios, mas isso só ocorreria quando as circunstâncias permitirem. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou que o país não pretende se envolver ativamente no conflito.
Enquanto isso, a International Energy Agency informou que estoques emergenciais de petróleo começarão a chegar aos mercados globais, com a liberação de quase 412 milhões de barris planejada. A situação no Oriente Médio continua tensa, com novos ataques com mísseis e drones sendo relatados.
O Irã acusou os EUA de realizar ataques contra sua infraestrutura e ameaçou retaliar caso suas instalações de petróleo sejam atingidas. A guerra já causou a morte de civis em países do Golfo e no Irã, com mais de 1.300 mortos, segundo o International Committee of the Red Cross.


