A Receita Federal anunciou que o prazo para a apresentação da declaração do Imposto de Renda de 2026, referente ao ano-base 2025, terá início em 23 de março e se estenderá até 29 de maio.
Os contribuintes terão aproximadamente dois meses e meio para regularizar suas pendências com o Leão. Em 2025, 45,64 milhões de pessoas físicas enviaram suas declarações, representando 41% da população economicamente ativa, que totalizou 110,7 milhões de pessoas em fevereiro do ano passado, segundo o IBGE.
De acordo com estimativas do diretor tributário da Confirp Contabilidade, Welinton Mota, será necessário declarar quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584,00 em 2025. Esse valor ainda precisa ser confirmado pela Receita Federal. Em 2025, a obrigatoriedade de declaração se aplicou a quem recebeu rendimentos acima de R$ 33.888,00 em 2024.
Outras regras de obrigatoriedade que valeram em 2025 também precisam ser confirmadas para 2026. Isso inclui contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma ultrapassou R$ 200 mil; aqueles que obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos; e quem teve receita bruta superior a R$ 169.440,00 em atividade rural.
Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, aconselhou os contribuintes a se prepararem com antecedência, separando os documentos necessários. Ele ressaltou que quem entrega a declaração mais cedo e sem erros pode receber a restituição nos primeiros lotes, após os grupos prioritários.
“”É importante mobilizar-se para reunir documentos e solicitar segundas vias do que estiver faltando. Também é fundamental cobrar os informes de rendimentos das fontes pagadoras e instituições financeiras”, afirmou Richard Domingos.”
A consultoria destacou que a organização antecipada ajuda a evitar inconsistências e facilita a análise de deduções legais, permitindo um planejamento tributário mais eficiente. Parte das informações pode ser importada da declaração do IR de 2025, caso o contribuinte tenha enviado o documento.
Os documentos necessários incluem informes de rendimentos de bancos, salários, aluguéis, e comprovantes de despesas com saúde e educação, entre outros. Na ausência de informes, será necessário reunir todos os comprovantes de pagamento, como notas fiscais e recibos.


