O advogado Guilherme Suguimori, consultor jurídico de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarou nesta segunda-feira (16) que a defesa ainda não teve acesso à decisão que determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário.
A declaração foi feita durante uma entrevista. Em 26 de fevereiro, a CPMI do INSS aprovou 87 requerimentos, incluindo pedidos de quebra de sigilo de Lulinha e de outros investigados nas apurações sobre possíveis irregularidades no sistema previdenciário.
Na última sexta-feira (13), o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu as quebras de sigilo aprovadas pela CPMI. O ministro argumentou que comissões parlamentares de inquérito não podem autorizar medidas invasivas sem uma análise individualizada de cada caso.
Suguimori afirmou que soube da suspensão pela imprensa e que a defesa solicitou acesso aos autos para entender os fundamentos do pedido, mas não obteve resposta. Ele também destacou que a decisão foi política, afirmando que “seria muita inocência” acreditar que não houve motivação política nos requerimentos apresentados.
O advogado mencionou que houve pedidos de prisão de Lulinha sem que os parlamentares analisassem o inquérito. Sobre o vazamento de informações financeiras do filho do presidente, Suguimori classificou a situação como “um pouco chocante”, afirmando que dados sigilosos circularam na imprensa antes mesmo da defesa ter acesso ao material. Para ele, o vazamento seria “ilegal” e “escandaloso”.


