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Ciência

Estudo analisa cheiro de múmias para entender embalsamamento no Egito Antigo

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de março de 2026 19:04
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Uma pesquisa internacional investigou o cheiro deixado por múmias egípcias para entender a evolução do embalsamamento no Egito Antigo. Os cientistas analisaram os compostos presentes no ar ao redor dos corpos, identificando mudanças nas técnicas de mumificação ao longo dos séculos.

O estudo revelou que os processos mais antigos eram simples, baseados em gorduras e óleos. Com o tempo, os rituais tornaram-se mais sofisticados, incorporando ingredientes como resinas vegetais importadas, cera de abelha e betume, uma substância derivada do petróleo.

A autora principal da pesquisa, Wanyue Zhao, destacou que a análise dos aromas ampliou a compreensão sobre a história da mumificação e o refinamento gradual desse ritual funerário. Os pesquisadores encontraram novas informações sobre a evolução da prática e o aumento da complexidade técnica dos embalsamadores.

O trabalho foi realizado por químicos da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e publicado em janeiro no Journal of Archaeological Science. Para alcançar os resultados, os cientistas capturaram gases liberados por bálsamos e bandagens, armazenando-os em recipientes selados e separando os componentes de cada aroma.

Ao todo, foram analisadas 35 amostras de bálsamos e faixas de 19 múmias datadas entre 3200 a.C. e 395 d.C., abrangendo cerca de dois mil anos de história. A equipe identificou 81 compostos orgânicos voláteis (COVs) relacionados a materiais como óleos, gorduras, cera, resinas e betume.

Os resultados indicam que as fórmulas variavam conforme a parte do corpo preparada. Amostras retiradas da cabeça apresentaram perfis químicos diferentes das do tronco, sugerindo que os embalsamadores utilizavam receitas distintas para regiões específicas, possivelmente para melhorar a preservação.

Além de elucidar os métodos funerários do Egito Antigo, o estudo pode abrir caminho para novas análises em acervos de museus ao redor do mundo. A técnica pode permitir a investigação de múmias e materiais associados sem intervenções invasivas, ampliando o conhecimento sobre essa prática emblemática da Antiguidade.

TAGGED:CiênciaEgito AntigoEmbalsamamentoMúmiaspesquisaReino UnidoUniversidade de BristolWanyue Zhao
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