O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao Reino Unido, a outros Estados da Otan e à China que enviem navios ao Oriente Médio para abrir o Estreito de Ormuz. A solicitação ocorre uma semana após afirmar que já havia vencido a guerra com o Irã.
Trump insinuou que a falta de apoio poderia comprometer o guarda-chuva de defesa dos EUA sobre a Europa e a cúpula planejada com o líder chinês Xi Jinping. Em entrevista ao Financial Times, ele expressou que, apesar de suas declarações de vitória, a guerra ainda está longe de terminar.
O embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, elogiou as forças americanas por uma “vitória dominante”, mas evitou comentar sobre o retorno das tropas. O secretário de Energia, Chris Wright, foi mais otimista, afirmando que o conflito poderia terminar nas próximas semanas.
Israel informou que os ataques aéreos contra alvos iranianos poderiam continuar por pelo menos mais três semanas. A guerra, que começou há apenas duas semanas, ainda não apresenta um panorama claro sobre seu desfecho.
Trump, que declarou a guerra ao Irã, enfrenta dilemas que podem atrasar uma declaração de vitória definitiva. O Irã fechou o Estreito de Ormuz, causando uma crise energética global e aumento nos preços do petróleo. A remoção de capacidades militares iranianas pode exigir uma operação prolongada e o envio de tropas terrestres.
Até o momento, a resposta ao pedido de ajuda de Trump tem sido vaga. Ele afirmou que a Europa e a China são mais dependentes do petróleo do Golfo do que os EUA. A República Islâmica ainda possui estoques de urânio enriquecido, desafiando as promessas de Trump sobre seu programa nuclear.
O controle do regime iraniano não apresenta sinais de enfraquecimento, e a nomeação do novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, indica uma resistência contínua a Washington. Trump havia oferecido aos iranianos uma oportunidade de se livrar da repressão, mas até agora não houve levantes significativos.
As previsões de que a guerra terminará em poucas semanas enfrentam ceticismo, especialmente fora da base de apoio de Trump. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, tentou dissociar a guerra atual de conflitos anteriores no Iraque e no Afeganistão, mas a falta de uma estratégia clara de saída levanta preocupações.
Trump criticou organizações de mídia que questionam seus planos para a guerra, ressaltando a complexidade da situação e as ações do Irã.


