O financiamento privado do agronegócio brasileiro ultrapassou R$ 1,4 trilhão em fevereiro de 2026. Os dados foram divulgados no Boletim de Finanças Privadas do Agro pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) na semana passada.
O levantamento aponta que o estoque combinado de CPR (Cédula de Produto Rural), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), CDCA (Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio) e Fiagro (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio) somava cerca de R$ 1,41 trilhão no início de 2026.
Entre os instrumentos, a LCA lidera em volume, com estoque de R$ 588,21 bilhões em fevereiro de 2026. A CPR segue em segundo lugar, alcançando R$ 561,35 bilhões no mesmo período. Os CRA registraram R$ 176,94 bilhões, os CDCA totalizaram R$ 32,26 bilhões e os Fiagro acumulavam R$ 48,35 bilhões em patrimônio líquido em janeiro deste ano.
Os dados indicam que os instrumentos privados têm ganhado espaço no financiamento do agronegócio brasileiro, ampliando as fontes de recursos além do crédito rural tradicional. O estoque da CPR cresceu 16% em um ano, enquanto as LCAs avançaram 9% no mesmo período. Os CRA registraram uma expansão de 15% em 12 meses, refletindo um maior uso do mercado de capitais para financiar as cadeias produtivas do agro.
O boletim do Mapa acompanha mensalmente a evolução desses instrumentos com base em dados de entidades como B3, CERC, CRDC, CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e BC (Banco Central). O ministério ressalta que os valores não devem ser interpretados como o volume total de financiamento privado do setor, pois alguns instrumentos podem servir de lastro para outros, como a CPR, o que pode gerar dupla contagem se forem somados.


