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Segurança

Médica Andrea Marins Dias é morta durante perseguição policial no Rio de Janeiro

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de março de 2026 12:39
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A médica Andrea Marins Dias, de 61 anos, foi morta por disparos de arma de fogo durante um patrulhamento da PMERJ (Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro) no último domingo, dia 15 de março de 2026, em Cascadura, zona norte do Rio de Janeiro.

Andrea, formada em medicina pela Uni-Rio, era ginecologista e cirurgiã geral e oncológica, com mais de 28 anos de experiência no cuidado da saúde da mulher. Ela contava com mais de 2 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilhava dicas e informações sobre sua área de atuação.

A médica desenvolveu um método específico para ajudar mulheres com endometriose a buscarem diagnóstico precoce e a tomarem decisões seguras sobre o tratamento. Além disso, era autora de um ebook voltado para informar sobre saúde feminina e a doença.

Uma semana antes de sua morte, Andrea fez uma postagem ressaltando sua profissão e, em outra publicação de aniversário, expressou seu propósito de ajudar outras mulheres. Ela escreveu:

““Hoje celebro mais um ano de vida. Mas também celebro cada mulher que confia em mim sua história, sua dor e sua esperança.””

A Unimed Nova Iguaçu, hospital onde Andrea trabalhava, manifestou profundo pesar pela morte da médica, afirmando que ela foi vítima da “violência urbana no Rio”. Em nota, a instituição destacou:

““A Dra. Andrea teve sua vida interrompida de forma trágica, vítima da violência urbana no Rio de Janeiro, enquanto visitava sua mãe.””

Na tarde do dia 15, agentes da PM receberam informações sobre um veículo Corolla Cross supostamente envolvido em roubos na região. Os policiais localizaram o carro, além de uma moto e um Jeep Commander. Segundo a versão policial, os veículos teriam fugido ao perceber a aproximação da equipe e disparado contra os policiais, que revidaram.

Após a ação, os policiais encontraram Andrea com perfurações de disparos no banco do motorista de um Corolla Cross. A polícia não confirmou se o veículo dirigido por Andrea era o mesmo apontado como suspeito. A Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte e informou que um procedimento foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso.

A DHC (Delegacia de Homicídios da Capital) investiga o caso, e a Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para esclarecer os fatos.

TAGGED:Andrea Marins DiasCascaduraDHCperseguição policialPMPMERJRio de JaneiroUni-RioUnimed Nova Iguaçu
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