A deputada Delegada Ione sugeriu uma alteração no regimento interno da Câmara dos Deputados para restringir o comando da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher a parlamentares do sexo feminino biológico. A proposta visa assegurar que o espaço institucional dedicado à defesa dos direitos femininos seja conduzido por quem vivencia a condição biológica de mulher desde o nascimento.
Ione justificou sua proposta afirmando que isso traz implicações físicas, sociais e históricas. Essa iniciativa é parte da reação da oposição à eleição de Erika Hilton à presidência do colegiado, que ocorreu na semana passada em uma sessão marcada por ofensas e tentativas de impedir sua posse.
A eleição de Erika, do Psol, foi alvo de críticas e comportamentos transfóbicos por parte de alguns opositores. Nos bastidores, parlamentares já discutiam essa proposta como uma forma de se posicionar contra a eleição da deputada.
No entanto, a proposta de Ione provavelmente não terá sucesso, uma vez que esse tipo de restrição não é aplicado em outros colegiados. Os colegiados são distribuídos entre os partidos, que têm a prerrogativa de indicar seus representantes. O Psol indicou Erika para a função, garantindo seu direito à principal cadeira da Comissão da Mulher.


