O prazo para conclusão do Inquérito Policial Militar (IPM) sobre a morte do agricultor Marcos Nörnberg, ocorrida dentro de sua casa na zona rural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, foi prorrogado. O fato aconteceu na madrugada de 15 de janeiro e a prorrogação foi confirmada pela corporação nesta segunda-feira, 16 de março de 2026.
O corregedor-geral da Brigada Militar, coronel Rodrigo Assis Brasil Ramos Aro, informou que a extensão do período de investigação se deve à reprodução simulada dos fatos, prevista para o final deste mês. O inquérito também investiga possíveis crimes contra a viúva da vítima.
Os 18 policiais militares envolvidos na ação permanecem afastados e as armas utilizadas foram apreendidas. O então comandante-geral da Brigada Militar, Cláudio Feoli, admitiu na época que houve um “grande equívoco”. Imagens de câmeras de monitoramento registraram a ação, e o áudio captado revelou ao menos 18 disparos.
Após os disparos, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local. A Polícia Civil também abriu um inquérito para investigar o caso.
De acordo com a viúva, Raquel Nörnberg, o casal estava dormindo quando ouviu movimentação no pátio da propriedade. Marcos teria saído para verificar e, em seguida, Raquel ouviu gritos e disparos. Ela acredita que o marido buscou a arma que mantinha na residência, pensando que se tratava de um assalto. A Brigada Militar alega que Marcos atirou contra os agentes, mas Raquel discorda, afirmando que “em nenhum momento ele saiu de dentro da nossa casa” e que ele foi alvejado dentro da residência.
O endereço do casal foi informado por suspeitos de Pelotas, que foram presos pela Polícia Militar do Paraná, que reportou as informações à Brigada Militar.


